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Endless Vacation

libertando-se.

Sinto falta do poker.
quarta-feira, 25 de março de 2009

Sinto falta das tardes no colégio, desperdiçadas ou não, jogando poker. Sinto falta das reuniões, das quais o final resulatava sempre em sueca, ou o dito poker.


Minha história.
domingo, 22 de março de 2009

Hoje começo a descrever um pouco do que me foi contado sobre a história de meus antepassados.. Por que? Pois me orgulho deles, quero que de alguma maneira fique registrado.



Parte 1 - Meu avô serve a segunda guerra.
Meu vô Jacinto teve uma infância boa, apesar dos árduos trabalhos no campo, e das divisões de tamancos, roupas e brinquedos com seus demais irmãos, seus pais eram maravilhosos, e de bravos só tinham o rosto. Morou e nasceu em Treviso, SC, e foi convocado para servir ao exército na época da segunda guerra. No Rio de Janeiro, onde ficou por três anos, viu conterrâneos partirem para a guerra por deixar de fazer continência; almoçou apenas verduras pela primeira vez, para não decepcionar um Tenente, e até hoje mantém esse hábito; viajou pelo país em busca de fugitivos da guerra; ouviu e presenciou histórias maravilhosas; aprendeu datilografar, o que lhe traria grande parte do sustento de sua futura família; tomou guarda do palácio presidencial do Catete; teve sua presença compartilhada pelo presidente do país, Getúlio Vargas, de quem ganhou pessoalmente uma foto, e elogios devido ao fato de morar no sul do Brasil.
Após esses três anos no Rio, meu avô retorna, sem nenhum chamado para a guerra, para sua cidade. Sua mãe mal acreditava que o filho havia retornado tão cedo, e ileso.

Continuo...


Form.

Finalmente completei o preenchimento dos formulários. Contudo, alguns erros insistiram em permanecer... O que realmente importa, é que dei hoje, mais um passo rumo ao meu American dream...


Into the wild.
quinta-feira, 12 de março de 2009

Na natureza selvagem, desse filme não me esqueço. Afinal, tenho um pouco de Alexander Supertramp nas veias, só não tenho sua coragem. Há quem fale em estupidez por parte dele, mas acho que ele morreu, pois seu propósito ja havia sido concluído neste mundo. Espero que as pessoas tomem seu exemplo quando ele falava sobre os males da sociedade, e do desapego aos bens. Soa meio hippie, mas é o que eu acho certo.


Mensagem de uma estranha.

Agora mesmo ao checar meus e-mails, descubro uma mensagem de uma garota da Argentina querendo conversar comigo. Ela também vai para NY em julho, e quer fazer amizade. Não sei exatamente o porquê, mas isso me deixou feliz, e após responder, procurei outras pessoas e mandei novos e-mails. Como é bom interagir com pessoas de outros países, mesmo que pelo computador.


Sítio.
quarta-feira, 11 de março de 2009




Passaporte.

Hoje o dia era para ser pacato, ou ao menos rotineiro. Mas para minha surpresa, meu pai resolveu buscar meu pasaporte hoje, antes da aula de pilates. Tudo bem, pois presume-se que não demore muito, é somente uma entrega. Porém, para minha infelicidade, os policiais resolvem confeccionar 2 passaportes naquele momento.

Sou pontual, e gosto de ser, e quando a situação foge do meu controle, me estresso. No entanto, foi bom para eu perceber que nem sempre tudo dá certo. Depois de um trânsito muito intenso, consegui chegar à cilínica e fazer algun exercícios para me acalmar. Depois nada como uma passadinha no mercado, para comprar meus grãos matinais...

Na volta para casa, rostos embassados, cujos corpos apenas se rendem ao movimento da cidade. Para onde vão aquelas senhoras no ponto de ônibus, ou o rapaz apressado? O que estou fazendo ali? Pertenço a esse lugar?


Formulários e formulários.

Me sinto tensa sempre que erro. Afinal como dizem, errar é humano. Mas a idéia que tenho de mim, é sobre-humana (ainda há hífen?), sempre estável, perfeita. Para minha informação, não sou um robô e posso me dar o direito de errar. Como é difícil encarar a realidade, contudo, é algo que desejo aprender não só em meu intercâmbio, como também em minha vida toda.
Me sinto constrangida agora, pois ao preencher os formulários do seguro de saúde para a viagem, os quais têm que ser preenchidos em inglês, fiz muita cagada mesmo. E isso mexeu com meu ponto fraco, o inglês. Me julgo ser ótima, e errar em coisas simples, como a data e uma linha, foi o cúmulo.
Assim, o acaso vem dia após dia, me ensinando valiosas lições.


Mensagem do pai.
terça-feira, 10 de março de 2009

O histórico de pai e filha da minha família não é dos melhores, contudo, a situaçao vem mudando, pelo bem do meu pai e do meu. Nesse mesmo momento, recebi uma SMS dele:

" Olá filhota boa noite, a Cuca está bem não manca mais e agora está dormindo em cima de um tapete em baixo da mesa de pedra na área, um beijão do pai e boa noite. "

Vejo melhoras à frente.


Cuca e meus cães.

A recém chegada a nossa família, Cuca, adaptou-se bem conosco. Meu pai, minha mãe e eu possuímos um certo magnetismo sobrenatural em relação a cães. Hoje mesmo, enquanto caminhava, uma cadela não me largava. Pedia com os olhos, olhos como dizem ser o portal da alma (a qual acredito que os animais têm) para que a levasse comigo. E me pergunto sempre o porquê dessa sensibilidade tão grande, que indevidamente me faz sofrer.

Voltando ao assunto, encontrei Cuca por acaso ao visitar meus avós. A cadela caminhava pela rua e logo percebi seus traços da raça labrador. E me perguntei sobre a espécie de ser humano que deixaria uma criatura tão adorável sosinha. Cuca tinha uma amiga vira-lata, e elas permaneciam sempre em frente a uma escola, talvez esperando qualquer tipo de afeto, alguém que as notasse. Pesquisei pelo bairro algo sobre um possível dono. Descobri que os desnaturados tiraram cria da cachorra, e venderam os filhotes por 300 reais. Possivelmente depois de lucrarem com a criatura, abandonaram-na. Depois disso tomei a decisão de levá-la comigo. O dono do bar que me deu as informações havia amarrado Cuca, para que eu a adotasse. Levei a menina para a casa dos meus avós. Logo vi que sua amiga, a vira-lata, havia seguido a labradora. As duas choramingavam, cada uma do seu lado do portão, Cuca com o dote da beleza e do carisma, levou muita sorte de ser adotada, mas a outra, magricela e também dócil, foi menosprezada por mim, por não ser muito bonita, não ter raça. Quando vejo Cuca correndo e rasgando caixas pelo quintal, penso que entre beleza e necessidade, escolhi a primeira. Quantas crianças de orfanatos, que por serem negras, deficientes, mais velhas e com problemas de saúde, já não ficaram para trás, todas vítimas das fraquezas do ser humano?

Sinto um pingo de remorso por minha decisão. Procuro pensar, que ao menos dei a um animal uma chance de ser amado, e que ainda existem muitos por aí que não poderei ajudar.

Quanto a outra cachorra, ela continua lá, em frente ao bar e a escola. Com saudades? Esperanças? Não sei. Será que eles possuem esses sentimentos? Gostaria que eles falassem. Talvez seja por isso que sou tão vulnerável quanto a eles, pela incerteza, pelo medo.



Carla Carminati
* 10/08/1991
* Leão
* Sarcástica
* Cachorros. Mãe. Amigos. Música. Minha Arte. Caminhar. Pilates. Ler. Sossego. Farra. Cozinhar. Plantar. Natureza. Charlie's Chocolate Factory.

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